A Síndrome de Capgras é um transtorno raro que faz a pessoa acreditar que um familiar, amigo ou cuidador foi substituído por um impostor idêntico na aparência. Quem tem a condição reconhece o rosto, a voz e os gestos da pessoa, mas mantém a convicção de que se trata de uma cópia.
O problema é mais comum em pacientes com doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e também pode estar ligado a outras alterações neurológicas e psiquiátricas. O delírio costuma afetar a convivência familiar e exige acompanhamento especializado.
Descrita na década de 1920, a síndrome ainda não tem causa totalmente esclarecida. Pesquisadores apontam que o transtorno pode estar relacionado a alterações nas áreas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial e pelo processamento emocional.
A condição pode surgir associada a Alzheimer, outras demências, esquizofrenia, traumatismos cranianos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). O diagnóstico é feito por médicos especialistas com base na avaliação clínica e em exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, que ajudam a identificar possíveis alterações cerebrais.
O tratamento depende da doença de base. Medicamentos antipsicóticos podem aliviar os sintomas em alguns pacientes, e o controle da condição associada pode reduzir a intensidade dos episódios. Nos casos ligados a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, o acompanhamento é contínuo, já que não há cura definitiva para essas enfermidades.
Outras síndromes de falsa identificação delirante
A Síndrome de Capgras faz parte de um grupo chamado de síndromes de falsa identificação delirante, em que o paciente interpreta de forma errada a identidade de pessoas, objetos ou de si mesmo. Essas condições são raras, mas mostram a complexidade do funcionamento do cérebro e a importância do diagnóstico precoce para garantir o tratamento adequado e dar suporte às famílias.

