A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o surto de hantavírus registrado no cruzeiro MV Hondius chegou a 11 casos, incluindo três mortes. A situação aumentou a preocupação sobre a circulação da cepa Andes, considerada a mais perigosa por permitir transmissão entre pessoas.
A OMS informou que oito dos 11 casos identificados no navio foram confirmados como infecção pela cepa Andes. Esse tipo do vírus é o único conhecido por possibilitar transmissão entre humanos.
Segundo a entidade, dois pacientes ainda são tratados como casos prováveis, enquanto outro permanece inconclusivo. Entre as mortes registradas, duas foram confirmadas oficialmente e uma segue em investigação.
A atualização da OMS revelou que novos diagnósticos apareceram após o desembarque dos passageiros. Um caso foi confirmado na França, envolvendo uma pessoa que apresentou sintomas ao retornar ao país. Na Espanha, outro passageiro testou positivo, mas não apresentou sintomas até o momento. Nos Estados Unidos, um paciente apresentou resultados divergentes em exames laboratoriais e segue sob nova análise.
De acordo com especialistas da OMS, o ambiente fechado do navio pode ter contribuído para o avanço do vírus entre os passageiros. A convivência intensa e o compartilhamento de espaços aumentam o risco de exposição prolongada. A entidade destacou que a transmissão entre pessoas costuma ocorrer em contatos muito próximos.
A síndrome cardiopulmonar associada ao hantavírus é considerada extremamente perigosa em alguns pacientes. Em situações mais severas, a taxa de mortalidade pode chegar a quase metade dos casos registrados. A média de idade dos passageiros do cruzeiro era de 65 anos, fator considerado relevante pelas autoridades sanitárias. Pessoas mais velhas costumam apresentar maior risco de evolução grave da doença.
A organização informou que continua monitorando o surto porque o período de incubação do vírus pode durar várias semanas. Isso significa que novos diagnósticos ainda podem surgir nos próximos dias. Apesar do alerta, a OMS reforçou que não há indicação de risco elevado para a população mundial. O foco principal segue sendo o acompanhamento das pessoas que estiveram diretamente a bordo do MV Hondius.
