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Fim do teto ripado: novas tendências em interiores

O teto ripado, que por anos foi uma marca registrada em projetos de interiores, está perdendo espaço para novas propostas decorativas. O acabamento, conhecido por trazer textura, madeira aparente e aconchego, agora dá lugar a superfícies mais autorais, volumes discretos e iluminação integrada.

De acordo com a matéria publicada no Terra Brasil Notícias, o teto ripado não desapareceu dos projetos, mas deixou de causar o mesmo impacto de antes. Por ter sido usado em salas, varandas, lavabos, cozinhas e áreas gourmet por muitos anos, o recurso passou a ser visto como previsível em alguns estilos de decoração.

O movimento atual do design de interiores valoriza soluções menos repetidas e mais ligadas à arquitetura do imóvel. Em vez de aplicar ripas em qualquer ambiente, muitos projetos preferem trabalhar com proporção, iluminação, textura de parede, forro liso e pontos de destaque mais bem escolhidos.

As novas propostas apostam em acabamentos com mais profundidade visual e menos aparência de fórmula pronta. A ideia é criar um ambiente com identidade própria, sem depender apenas de madeira em linhas verticais ou horizontais.

A iluminação ganhou protagonismo nos interiores contemporâneos. Em muitos projetos, o teto liso com rasgos de luz, perfis de LED ou pontos embutidos substitui o ripado porque cria efeito visual sem ocupar tanto espaço. Essa escolha também ajuda em ambientes pequenos, já que um teto muito carregado pode diminuir a sensação de amplitude.

Além da madeira ripada, outros materiais passaram a aparecer com mais frequência em salas, quartos e lavabos. Entre as alternativas que vêm ganhando espaço estão acabamentos que criam textura sem repetir o mesmo desenho linear que dominou muitos projetos recentes.

O teto ripado ainda pode funcionar em alguns projetos, especialmente quando faz sentido para o ambiente. Ele continua sendo uma opção para projetos que pedem conforto acústico, sensação de acolhimento ou continuidade visual com painéis de madeira e varandas integradas. O cuidado está em evitar o uso automático. Quando o ripado aparece apenas porque está na moda, o ambiente pode envelhecer mais rápido.

A mudança nas tendências mostra que interiores contemporâneos estão menos dependentes de um único acabamento. O teto pode ser liso, iluminado, curvo ou texturizado, desde que dialogue com a arquitetura, com os móveis e com a rotina de quem usa o espaço. Mais do que abandonar o teto ripado, a nova fase da decoração pede escolhas mais precisas, combinando materiais, luz e proporção com menos repetição visual.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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