Desde fevereiro de 2025, o acesso à saúde no Brasil foi ampliado com o programa Farmácia Popular. Agora, é possível obter remédios gratuitos para diversas condições crônicas sem custo de coparticipação.
O programa oferece 100% de isenção em todos os 41 itens de seu catálogo oficial. A iniciativa visa reduzir o abandono de tratamentos por questões financeiras.
Para garantir o acesso, o cidadão deve procurar drogarias privadas que exibam o selo do programa e apresentar receita médica válida. Dados do Conselho Federal de Farmácia indicam que em 2024 o programa já atendia mais de 24 milhões de pessoas.
O catálogo abrange 12 indicações terapêuticas, focando em doenças com alto impacto na saúde pública. A lista inclui medicamentos para hipertensão, diabetes, insumos para saúde bucal e planejamento familiar.
Para medicamentos que não estão no rol de remédios gratuitos, os genéricos surgem como alternativa de economia. Segundo a Anvisa, por lei, eles devem custar no mínimo 35% menos que os medicamentos de referência. Na prática, a diferença de preços pode chegar a 80%.
Mesmo sendo gratuitos, o controle sobre esses medicamentos é rigoroso para evitar desabastecimentos. O processo de retirada pode ser feito em redes como Drogasil, Pague Menos e Ultrafarma.
Os itens fora do programa sofrem reajustes anuais controlados pelo governo. Em março de 2025, o índice foi de 3,83%, o menor em oito anos. Esse controle é essencial para manter o acesso da classe média a tratamentos mais complexos.
É importante não realizar a troca de um medicamento por conta própria, mesmo que seja por um genérico ou similar gratuito. O paciente deve consultar o farmacêutico ou médico para garantir a dosagem correta.
