Plano Médico»Saúde»Cozinhar aos 65+ reduz risco de demência, diz estudo

Cozinhar aos 65+ reduz risco de demência, diz estudo

Cozinhar ao menos uma vez por semana pode trazer um benefício para o cérebro, especialmente após os 65 anos. Um estudo japonês revelou que preparar as próprias refeições está ligado à redução do risco de demência e ao fortalecimento das funções cognitivas.

O levantamento foi conduzido pelo Instituto de Ciência de Tóquio e analisou cerca de 11 mil idosos com mais de 65 anos. Os cientistas observaram que pessoas que mantinham o hábito de cozinhar apresentavam menor risco de desenvolver demência.

Segundo os dados, os homens que cozinhavam regularmente tiveram redução de 23% nas chances de sofrer declínio cognitivo. Entre as mulheres, o índice chegou a 27%, chamando atenção dos pesquisadores para os efeitos positivos da atividade.

Preparar uma refeição exige uma série de ações simultâneas que ajudam a manter o cérebro ativo. Desde organizar ingredientes até controlar o tempo do preparo, a atividade funciona como um exercício mental completo. Os pesquisadores destacaram que cozinhar ativa capacidades importantes para o envelhecimento saudável.

Um dos pontos que mais chamou atenção no estudo foi o impacto entre idosos com pouca experiência culinária. Nesse grupo, o risco associado ao declínio cognitivo caiu em até 67%.

Os cientistas acreditam que aprender algo novo durante a velhice pode gerar estímulos extras para o cérebro. Isso porque atividades inéditas exigem adaptação, concentração e maior esforço mental durante o processo.

Além de estimular o cérebro, cozinhar em casa também pode contribuir para hábitos mais equilibrados. Pessoas que preparam as próprias refeições tendem a ter maior controle sobre ingredientes e qualidade da alimentação.

No estudo, os pesquisadores afirmam que criar ambientes onde idosos consigam cozinhar com autonomia pode ser importante para preservar as funções cognitivas ao longo dos anos e incentivar a independência na rotina.

Apesar dos resultados positivos, os autores reforçam que cozinhar não é uma garantia contra a doença. A prevenção da demência depende de diversos fatores ligados ao estilo de vida e à saúde geral.

Os pesquisadores destacam que manter uma rotina com alimentação equilibrada, exercícios físicos frequentes e estímulos mentais continua sendo fundamental para proteger o cérebro durante o envelhecimento. O estudo foi publicado no site Terra Brasil Notícias em 26 de maio de 2026, assinado por Junior Melo.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

Ver todos os posts →