O bordo-japonês, planta que muda de cor até quatro vezes no ano, virou tendência para varandas em 2026. A espécie Acer palmatum oferece desde tons esmeralda até vermelho escarlate ao longo das estações.
Nativa do Japão e da Coreia, a planta foi descrita formalmente em 1784 pelo naturalista Carl Peter Thunberg. O nome faz referência ao formato palmado das folhas, que lembram uma mão aberta. Na natureza, a árvore habita clareiras de bosques em altitudes de até 3.000 metros.
Essa característica explica sua preferência por climas amenos e solos ricos em matéria orgânica. No Brasil, a planta prospera nas regiões Sul e Sudeste, em cidades como Campos do Jordão e Gramado.
Mudança de cor
A transformação visual ocorre devido à degradação da clorofila quando os dias encurtam e as temperaturas caem no outono. Sem o pigmento verde, substâncias como antocianinas e carotenoides tornam-se visíveis, revelando tons amarelos e alaranjados. Variedades como a ‘Bloodgood’ já apresentam vermelho profundo desde a primavera.
O cultivo em vasos permite controlar o crescimento da árvore, mantendo-a entre 1,5 e 2 metros de altura. Para o desenvolvimento em espaços limitados, é necessário garantir drenagem eficiente e proteção contra ventos fortes. Diferente de suculentas, o bordo-japonês exige regas regulares e não tolera períodos prolongados de seca.
Variedades indicadas
Existem mais de 1.000 cultivares disponíveis. A ‘Atropurpureum’ mantém o vermelho-púrpura o ano todo, enquanto a ‘Dissectum’ apresenta folhas rendadas e porte pendente. Em regiões mais quentes, a ‘Orange Dream’ oferece cores vivas na brotação.
Sendo uma planta caducifólia, ela perde todas as folhas nas estações mais frias. Durante a dormência, a planta economiza energia para a primavera seguinte. Em locais com geadas severas, proteger as raízes dentro do vaso é uma medida prudente. Manter o substrato levemente úmido mesmo sem folhas ajuda a preservar a vitalidade dos tecidos internos.
