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Após os 60, alongar não basta

Especialistas alertam que alongar depois dos 60 anos é importante, mas pode não ser suficiente sozinho. Eles afirmam que, sem a prática de treino de força leve, a perda muscular continua avançando de forma silenciosa.

O alongamento muscular melhora a elasticidade e reduz a rigidez, fatores que são importantes para a mobilidade articular em idosos. No entanto, ele não atua de forma direta no fortalecimento das fibras musculares, que são necessárias para evitar a sarcopenia, uma condição comum com o avançar da idade.

Estudos na área da saúde indicam que apenas alongar não impede a perda de massa muscular. De acordo com o American College of Sports Medicine, o treino de força é indispensável para manter a autonomia funcional e prevenir quedas.

A sarcopenia é caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, o que impacta diretamente a saúde e a independência. Ela compromete atividades simples do dia a dia, como caminhar, subir escadas e manter o equilíbrio corporal.

A redução da força muscular também prejudica a mobilidade articular e aumenta o risco de lesões. Por esse motivo, estratégias que combinem alongamento e fortalecimento são necessárias para preservar a funcionalidade do corpo.

A mobilidade articular melhora quando há um equilíbrio entre flexibilidade e força muscular. O alongamento prepara as articulações, enquanto o treino de força leve estabiliza e protege o corpo durante os movimentos.

Essa combinação traz vários benefícios para a saúde, especialmente na terceira idade. Entre os principais ganhos estão a melhora da postura, o aumento da estabilidade, a prevenção de quedas e uma maior capacidade para realizar tarefas cotidianas com autonomia.

O American College of Sports Medicine recomenda que idosos pratiquem exercícios que incluam tanto alongamento quanto treinamento de força leve. Essa abordagem promove saúde integral, atuando na prevenção da sarcopenia e na melhoria da mobilidade articular.

De acordo com as diretrizes, a rotina ideal deve incluir diferentes tipos de exercícios ao longo da semana. Entre as principais recomendações estão sessões de alongamento para os principais grupos musculares, pelo menos dois dias por semana, e atividades de fortalecimento muscular leve, também em dois ou mais dias.

Para garantir benefícios reais à saúde, é importante integrar o alongamento com exercícios de resistência leve. A prática deve ser gradual, respeitando os limites do corpo e priorizando a segurança.

Uma rotina equilibrada melhora a mobilidade articular, combate a sarcopenia e contribui para o bem-estar geral. Ao combinar diferentes estímulos físicos, o idoso mantém sua funcionalidade e qualidade de vida. A atividade física contínua é um fator importante na promoção da saúde nessa fase da vida.

A perda muscular relacionada à idade, se não for combatida, pode levar a uma maior dependência para atividades básicas. Por isso, a conscientização sobre a necessidade de exercícios adequados é cada vez mais difundida entre profissionais de saúde e geriatras.

Programas de atividade física para idosos, quando bem orientados, são seguros e eficazes. Eles devem ser adaptados às condições individuais de cada pessoa, considerando histórico de saúde e possíveis limitações físicas pré-existentes.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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