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Anvisa recolhe sal Marfim por risco à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento imediato de um lote específico de sal marinho grosso iodado. A decisão foi tomada após análises fiscais identificarem irregularidades que podem representar risco à saúde.

O lote 901124 do sal, da empresa M Gomes Praxedes Ltda., foi reprovado em testes realizados pelo LACEN-DF. O problema principal foi a falha no teor de iodo, um mineral necessário para o bom funcionamento do organismo.

A falta de iodo no sal pode levar a problemas como o bócio e complicações no desenvolvimento de fetos durante a gravidez. A adição de iodo ao sal no Brasil é uma determinação legal, estabelecida para prevenir deficiências nutricionais na população.

Em outra ação, a Anvisa também proibiu a comercialização do Azeite de Oliva Extravirgem da marca Terra das Oliveiras. O produto tem origem desconhecida e era vendido em sites de comércio eletrônico sem as devidas garantias sanitárias.

A investigação mostrou que a importadora mencionada no rótulo, a JJ – Comercial de Alimentos Limitada, teve seu CNPJ extinto de forma voluntária em janeiro de 2025. Com o fim das atividades da empresa, o produto no mercado ficou sem rastreabilidade, o que aumenta o risco de fraude.

Outro produto alvo da fiscalização foi o Doce de Leite em Pedaços da marca São Benedito, fabricado pela JF Indústria Comercio de Doces e Laticínios Ltda. O lote produzido em 25 de junho de 2025 foi suspenso por falhas na identificação e em testes químicos.

As análises do laboratório oficial reprovaram o doce no teste de ácido sórbico. Este conservante é usado para evitar a deterioração, mas sua quantidade deve obedecer a limites seguros para não causar danos à saúde.

Alimentos com composição fora do padrão, como sal com pouco iodo, podem causar deficiências nutricionais. Produtos com conservantes em quantidade irregular podem provocar reações desfavoráveis ou esconder a presença de bactérias.

A Anvisa destaca que a falta de rastreabilidade, como ocorreu com o azeite, impede o consumidor de conhecer a real origem do que consome. As resoluções publicadas no Diário Oficial da União tornam obrigatória a apreensão desses itens para evitar intoxicações e fraudes.

Os consumidores que tiverem o sal do lote 901124 ou qualquer um dos outros produtos citados devem parar de usá-los. O local onde a compra foi feita é o responsável por fazer a troca ou o reembolso do valor, de acordo com a legislação que protege o consumidor.

Para manter a segurança, é aconselhável verificar o número do lote e os dados do fabricante nas embalagens dos produtos. Consultar as Resoluções da Anvisa, como as de número 219, 226 e 227 de 2026, ajuda a evitar mercadorias que não foram aprovadas pela vigilância sanitária.

A medida envolvendo o sal ocorre em um contexto de atenção constante aos alimentos básicos. O iodo é um nutriente adicionado ao sal justamente para combater problemas de saúde pública históricos, como o hipotireoidismo e certas deficiências cognitivas.

A fiscalização de produtos em plataformas de venda online tem se intensificado. A rastreabilidade é um ponto central, pois garante que cada etapa da cadeia produtiva possa ser verificada, desde a origem da matéria-prima até a prateleira do mercado.

Problemas com conservantes, como o ácido sórbico, são relativamente comuns em ações de rotina. O uso excessivo ou inadequado dessas substâncias é uma violação que coloca em risco a segurança alimentar do consumidor final.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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