A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão e o recolhimento de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno e Nan. A medida foi publicada no dia 7 de janeiro de 2026, por meio da Resolução (RE) nº 32.
A decisão é preventiva e ocorre devido à suspeita de contaminação por uma toxina perigosa em insumos importados usados na fabricação desses produtos. A substância em questão é a cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
De acordo com a Anvisa, a contaminação foi rastreada até um fornecedor global de óleo de ácido araquidônico, com origem em uma fábica na Holanda. O caso gerou alertas em diversos outros países.
A toxina cereulide é resistente ao calor e pode causar quadros graves de intoxicação alimentar. O consumo do leite contaminado é considerado particularmente perigoso para lactentes e crianças na primeira infância.
Entre os sintomas possíveis estão vômitos súbitos, diarreia severa e desidratação rápida. Em bebês com menos de seis meses, o risco de complicações é maior. A orientação é buscar atendimento médico imediatamente caso haja suspeita de ingestão do produto contaminado.
A restrição não atinge todos os produtos das marcas, apenas lotes selecionados fabricados com os insumos suspeitos. A Anvisa e a Nestlé Brasil orientam os consumidores a verificarem o número do lote impresso no fundo da lata ou próximo ao código de barras.
Os produtos que não pertencem aos lotes listados na resolução seguem com consumo autorizado. A empresa já iniciou um recolhimento voluntário dos itens afetados.
A recomendação é que nenhum consumidor utilize o produto caso ele faça parte dos lotes sob restrição. Os canais oficiais da Anvisa e do Governo Federal devem ser consultados para atualizações sobre o caso.
A agência também recomenda que se evite a compra de fórmulas infantis em canais de revenda não oficiais ou sites de leilão, onde a procedência e as condições de armazenamento não podem ser verificadas com segurança.
Para garantir a segurança alimentar, os responsáveis devem verificar sempre o estado da embalagem, evitando latas amassadas ou enferrujadas, e manter-se informados sobre as resoluções da Vigilância Sanitária.
