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Anvisa recolhe lote de dipirona por falha

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interrupção imediata das vendas e o recolhimento de um lote específico de dipirona injetável em todo o país. A medida foi tomada após a identificação de impurezas físicas no medicamento.

A decisão atinge a empresa Hypofarma, responsável pela produção da dipirona monoidratada 500 mg/ML. O lote afetado é o 24112378, apresentado em caixas com 100 ampolas de 2 mL cada.

Conforme a Resolução (RE) 1.380/2026, a comercialização e distribuição estão suspensas por tempo indeterminado. Hospitais e clínicas devem isolar seus estoques do lote mencionado para evitar a administração em pacientes.

O desvio de qualidade foi confirmado pela presença de material particulado estranho à formulação original. Isso significa a existência de partículas sólidas não dissolvidas dentro do líquido das ampolas, o que não deve ocorrer em medicamentos injetáveis.

A aplicação de substâncias com tais partículas na corrente sanguínea pode causar reações adversas graves, como embolias ou processos inflamatórios. A Anvisa classifica essa falha como um risco sanitário que exige ação rápida.

Medicamentos injetáveis passam por processos rigorosos de filtragem e esterilização para garantir a pureza da solução. Falhas na linha de produção ou contaminação durante o envase podem resultar na presença desses sedimentos.

Segundo as normas, as empresas devem seguir as Boas Práticas de Fabricação da Anvisa. Quando um lote apresenta esse defeito, a fabricante precisa investigar a origem da contaminação para evitar novos erros.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, detalhando os motivos técnicos para a interdição. Profissionais de saúde podem consultar os termos da RE 1.380/2026 para orientar procedimentos de descarte e devolução.

As diretrizes da Anvisa reforçam a importância da rastreabilidade. Cada ampola tem um registro que permite saber para quais unidades de saúde o lote foi enviado, facilitando o recolhimento.

Pacientes que usam medicamentos em casa devem observar o aspecto visual do líquido antes da aplicação. A solução de dipirona deve ser límpida e totalmente livre de resíduos ou mudanças de cor.

Embora este caso envolva ampolas de uso profissional, a atenção deve ser constante com qualquer remédio. Caso note algo estranho em um medicamento, o cidadão deve notificar a Vigilância Sanitária local e o SAC da empresa farmacêutica.

A análise de qualidade de medicamentos é uma atividade contínua da vigilância sanitária. Além dos testes feitos pelas próprias empresas, a Anvisa realiza monitoramentos e inspeções regulares para verificar a conformidade dos produtos no mercado.

Quando um problema é detectado, o órgão pode adotar medidas que vão desde a notificação da empresa até a apreensão e recolhimento de lotes, como ocorreu neste caso. O objetivo é proteger a saúde pública e garantir que os medicamentos cumpram os padrões estabelecidos.

O recolhimento de um lote não significa necessariamente que todos os produtos da mesma marca ou princípio ativo tenham problemas. A ação é específica para o lote identificado com a não conformidade, após análises técnicas.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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