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Anvisa recolhe lote de dipirona por desvio crítico de qualidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou a suspensão imediata e o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada injetável. A medida foi tomada após a detecção de falhas graves na composição do medicamento. O objetivo é proteger os pacientes de riscos causados por impurezas físicas encontradas no fármaco.

A fiscalização encontrou um desvio de qualidade crítico, caracterizado pela presença de material particulado estranho dentro das ampolas de 2mL. Essas partículas não dissolvidas representam uma falha grave no controle de esterilidade e pureza, exigidos para soluções aplicadas por via intravenosa ou intramuscular.

O problema foi formalizado por meio da Resolução RE 1.380/2026, publicada no Diário Oficial da União em 8 de abril de 2026. O documento proíbe o uso do lote 24112378, fabricado pela empresa Hypofarma, após a confirmação de que o produto não atende aos padrões de identidade estabelecidos.

A administração de substâncias injetáveis contendo sedimentos sólidos pode causar reações adversas severas, como inflamações nas veias (flebites) e até embolias. Como a dipirona injetável entra diretamente na corrente sanguínea, a pureza da solução é necessária para evitar obstruções em pequenos vasos capilares.

Especialistas da Anvisa monitoram o processo industrial para identificar se a contaminação ocorreu durante o envase ou por falha no vidro das ampolas. Pacientes em estado de vulnerabilidade clínica são os mais afetados por essas impurezas.

Como identificar o lote de dipirona afetado

A interdição recai sobre a dipirona monoidratada na concentração de 500 mg/ML, distribuída em caixas hospitalares com 100 unidades. Profissionais de saúde devem verificar o número do lote impresso no rótulo antes de qualquer aplicação.

Hospitais e farmácias que possuem o lote 24112378 devem isolar o estoque imediatamente em área segregada, impedindo o acesso das equipes de enfermagem. O laboratório Hypofarma é o responsável legal por coordenar a logística de recolhimento e a substituição das unidades avariadas sem custos adicionais.

O Governo Federal utiliza o sistema Notivisa para que médicos e enfermeiros relatem qualquer efeito inesperado após o uso do analgésico. Essa transparência no fluxo de informações permite que a vigilância sanitária avalie se o desvio de qualidade é um caso isolado ou indica falhas maiores na linha de produção.

Caso um paciente apresente dor intensa no local da aplicação, vermelhidão ou febre súbita após receber o medicamento deste lote, deve buscar avaliação clínica imediata. A presença de corpos estranhos na solução pode gerar respostas imunológicas rápidas que exigem intervenção de emergência.

A Anvisa mantém inspeções constantes nas fábricas de medicamentos para assegurar que cada ampola entregue aos brasileiros seja segura. Este tipo de alerta sanitário demonstra o rigor técnico necessário para manter a confiança no sistema de saúde e na integridade dos fármacos consumidos no país.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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