A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 25 de março de 2026, a retirada imediata de circulação de cosméticos e saneantes produzidos de forma irregular. A medida foi tomada após a identificação de falhas regulatórias, como falta de autorização de funcionamento e descumprimento das Boas Práticas de Fabricação.
Entre os produtos que não podem mais ser comercializados estão todos os itens fabricados pela empresa Beleza da Floresta. A empresa não possui a autorização de funcionamento exigida, o que configura produção irregular perante as normas sanitárias.
A marca Supmart Saboaria Artesanal também foi alvo da restrição pelo mesmo motivo. Sem a licença, a fabricante está impedida de fabricar, distribuir, comercializar ou divulgar qualquer item de seu catálogo.
A Verzzon Fragrance Indústria e Comércio de Essenciais Ltda teve a apreensão de seus saneantes determinada porque os produtos não possuem licença sanitária e a fabricante não tem autorização para esse tipo de produto. Já a CIN Indústria e Comércio Ltda foi notificada após inspeção sanitária constatar o descumprimento das Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes.
A decisão está detalhada na Resolução (RE) 1.145/2026, publicada em 25 de março de 2026. Os consumidores devem verificar se o número de registro ou notificação está presente no rótulo de saneantes e cosméticos.
A Anvisa alerta que o uso de saneantes irregulares pode causar queimaduras, alergias graves e intoxicações, já que não há garantia sobre a concentração dos componentes na fórmula. Produtos para higienização, desinfecção, limpeza e conservação sem origem comprovada representam risco químico elevado.
Todos os itens das marcas citadas devem ser retirados de circulação e inutilizados de acordo com as normas ambientais. A comercialização após a proibição é considerada infração sanitária, sujeitando o comerciante a multas e à interdição do estabelecimento.
Para empresas que desejam se regularizar, a Anvisa disponibiliza canais de orientação técnica em seu portal oficial. Ao encontrar qualquer um dos produtos mencionados à venda, o cidadão deve fazer uma denúncia aos órgãos competentes.
A colaboração da população ajuda a agência a mapear e eliminar focos de produção irregular. Ficar atento às resoluções publicadas no Diário Oficial da União é uma forma de se proteger contra substâncias sem comprovação de segurança.
A fiscalização segue os preceitos da vigilância sanitária para garantir a integridade da saúde pública. A segurança sanitária é um direito e começa pela escolha de marcas que respeitam a legislação brasileira.
