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Anvisa proíbe pó decorativo para bolos após risco à saúde

A Anvisa tomou medidas em fevereiro de 2026 para proteger a população contra produtos irregulares. Entre as ações, está a proibição do uso de pós para decoração de alimentos que contêm substâncias impróprias para consumo humano.

A agência detectou que o produto da marca Mago continha resinas e pigmentos de composição desconhecida. Esses componentes incluem fragmentos plásticos que, se ingeridos, podem causar complicações à saúde, especialmente em bolos e doces para crianças.

O uso de polipropileno micronizado ou outras resinas plásticas não tem autorização legal para ser incorporado em receitas. Segundo a Anvisa, esses materiais são permitidos apenas em objetos de decoração que não entram em contato com o alimento.

Outros produtos suspensos

Além do pó decorativo, a resolução do dia 5 de fevereiro de 2026 também suspendeu outros itens com irregularidades sanitárias. A fiscalização identificou falhas de procedência e alegações terapêuticas sem comprovação científica ou autorização para venda no Brasil.

Riscos do consumo de partículas plásticas

A ingestão de microplásticos e resinas presentes em pós decorativos não autorizados pode causar irritações no sistema digestivo e acúmulo de substâncias tóxicas. O perigo é maior porque muitos desses produtos são vendidos online, dificultando o controle de qualidade.

Confeiteiros e o público devem verificar o rótulo antes do preparo. Materiais que não são descritos como “comestíveis” ou “próprios para alimentação” não devem ser aplicados sobre glacês, coberturas ou massas de doces.

A recomendação é interromper o uso de qualquer lote do pó decorativo citado. O consumidor deve contatar o fabricante para orientações sobre o recolhimento e, se possível, fazer a devolução ou pedir o estorno do valor pago.

Para denúncias sobre outros produtos suspeitos, a Anvisa mantém canais oficiais. A central de atendimento pelo telefone 0800 642 9782 está disponível para registrar queixas sobre itens com rótulos enganosos ou benefícios não comprovados.

A compra de insumos pela internet exige atenção à procedência. É importante verificar se a empresa tem registro nos órgãos de controle e se o produto tem informações obrigatórias, como data de fabricação, validade e composição detalhada.

A Resolução RE nº 474 serve como alerta para a importância da vigilância constante. Com a colaboração da população ao denunciar produtos inadequados, a agência consegue remover do mercado itens que representam perigo à saúde das famílias.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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