A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e a proibição de uma série de fitoterápicos comercializados ilegalmente pela internet. A medida visa retirar do mercado produtos sem registro que prometem tratamentos sem comprovação científica de segurança.
A lista de produtos irregulares abrange principalmente variações de suplementos à base da planta conhecida como Canela de Velho, muitas vezes combinada com Sucupira e Cloreto de Magnésio. Marcas como Natuviva, Natuvite, Denature, Status Verde, Fonte Verde, Fito Green, Sollo Nutrition, Essentialpure, Ns Produtos Naturais e Maria Brasil foram citadas por venderem suplementos sem a devida notificação no órgão regulador.
Os fitoterápicos de origem desconhecida representam um risco, pois não há garantia sobre a pureza das ervas ou a ausência de contaminantes. A fiscalização também identificou a adulteração do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso.
A empresa responsável pelo registro, Eli Lilly do Brasil Ltda, alertou que a embalagem tem um lote válido, mas foi feita para outros países. A caneta que vem dentro apresenta rótulo falsificado. O uso de medicamentos injetáveis adulterados é perigoso, podendo causar infecções graves ou falha no tratamento.
A medida também atingiu os lotes P22179 e W26232 da toxina botulínica Dysport 500 U. A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda confirmou que as unidades encontradas não pertencem a lotes genuínos e apresentam desconformidades físicas.
Todas as proibições foram publicadas na Resolução (RE) 1.494/2026, disponível para consulta no Diário Oficial da União. O consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo da média praticados em sites de vendas genéricos.
Medicamentos controlados ou biológicos devem ser adquiridos apenas em farmácias e distribuidores licenciados. Caso tenha em mãos algum dos lotes mencionados ou produtos das marcas suspensas, interrompa o uso imediatamente.
É importante entrar em contato com a Anvisa por meio dos canais oficiais para relatar a origem da compra. Ao evitar produtos sem registro, o paciente protege sua saúde e contribui para o combate ao mercado ilegal de medicamentos.
