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Anvisa proíbe canela em pó por conter pelo em lotes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de lotes de canela em pó da marca Kodilar das prateleiras de todo o Brasil. A decisão foi tomada na quarta-feira, 6 de maio, após exames laboratoriais confirmarem a presença de materiais estranhos no produto, representando risco à saúde.

A proibição foi baseada em um laudo da Fundação Ezequiel Dias, laboratório central de Minas Gerais. Os testes mostraram resultados insatisfatórios, indicando falhas graves no processamento do alimento. Durante a perícia, técnicos encontraram pelo de roedor no produto final, sinal de falta de higiene na fábrica.

A Resolução 1.843/2026, publicada no Diário Oficial da União, oficializa a proibição de venda, distribuição e divulgação da especiaria produzida pela M.W.A. Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.

Riscos à saúde

A presença de fragmentos de pelos de mamíferos indica que o lote foi exposto a pragas urbanas durante o armazenamento ou produção. Esse tipo de contaminação compromete as Boas Práticas de Fabricação, que devem ser seguidas por toda empresa do setor alimentício. Além do aspecto repulsivo, os resíduos podem carregar microrganismos causadores de infecções alimentares. A Anvisa age de forma preventiva para evitar que o consumo desses lotes gere surtos de doenças.

A fabricante deve realizar o recolhimento voluntário de todas as unidades que ainda estão nos pontos de venda. A empresa também precisa informar seus distribuidores e facilitar a devolução ou troca para o consumidor final.

Orientações aos consumidores

Quem comprou a canela em pó da marca Kodilar deve suspender o uso imediatamente. A recomendação é guardar a embalagem e a nota fiscal para entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da fabricante e solicitar reembolso ou substituição. Caso o produto tenha sido consumido e a pessoa apresente sintomas de mal-estar, é recomendado procurar uma unidade de saúde e informar sobre a possível ingestão de alimento contaminado.

Os consumidores devem verificar as informações de fabricação e o nome da empresa responsável no verso da embalagem para confirmar se o item pertence à linhagem suspensa.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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