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Anvisa proíbe alisante My Horizon; risco grave à saúde

A Anvisa ordenou, em 8 de janeiro de 2026, a retirada imediata do mercado de um popular produto capilar por falhas graves em seu processo de regularização. A medida atinge diretamente o alisante My Horizon Brazilian Protein Robson Peluquero, fabricado pela EMCS Indústria Ltda.

O principal motivo da punição foi a ausência de registro sanitário obrigatório para produtos dessa categoria. Segundo as normas de vigilância, alisantes capilares exigem uma avaliação rigorosa de segurança antes de chegarem aos salões de beleza e consumidores finais.

A empresa apenas notificou o item, quando a regra brasileira exige o registro completo para substâncias que alteram a estrutura capilar. Assim, a Anvisa suspendeu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a divulgação e o uso de todos os lotes do produto em território nacional.

Produtos sem a devida fiscalização podem conter concentrações perigosas de substâncias como o formol. O uso de ativos proibidos ou em excesso causa queimaduras no couro cabeludo, queda severa dos fios e graves reações alérgicas respiratórias.

A decisão foi formalizada por meio da Resolução RE nº 40, de 7 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União. O documento detalha que a empresa EMCS Indústria Ltda deve recolher todo o estoque remanescente já distribuído para revendedores e profissionais da área.

Antes de aplicar qualquer química, o consumidor deve verificar se o número de registro consta na embalagem. A consulta pode ser feita diretamente no portal oficial da Anvisa, garantindo que o produto passou pelos testes necessários.

Profissionais de beleza também possuem a responsabilidade ética de checar a procedência dos materiais que utilizam em seus clientes. A utilização de itens suspensos pode gerar processos judiciais e interdições sanitárias para os estabelecimentos que ignorarem as ordens de recolhimento.

Se você possui uma unidade do My Horizon, a orientação é não utilizar o conteúdo e entrar em contato com o fabricante. O recolhimento visa retirar de circulação substâncias que não tiveram sua eficácia e segurança comprovadas sob os padrões brasileiros.

Denúncias sobre a venda continuada de produtos interditados podem ser feitas anonimamente às vigilâncias sanitárias locais. O cumprimento dessas normas é o que assegura que o mercado de beleza no Brasil opere sem oferecer riscos silenciosos à vida de milhões de cidadãos diariamente.

Sobre o autor: Nathan López Bezerra

Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.

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