A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e suspensão de lotes específicos de mostarda e alecrim no mercado brasileiro. A decisão foi publicada em 10 de abril de 2026 após a fiscalização identificar produtos irregulares.
Foi atingido o lote 316625 da mostarda amarela da marca Cepera. A fabricante informou que este número de lote não consta em seus registros oficiais de produção. Foram encontradas ainda inconsistências no rótulo e na data de validade do produto.
De acordo com as resoluções RE 1.415/2026 e RE 1.416/2026, a propaganda, comercialização, distribuição, fabricação ou uso deste lote de mostarda está proibido em todo o território nacional.
O alecrim suspenso é da marca Nati Sul, fabricado por Silvano Osvaldo Machado – MK Chás Especiarias, lote 0108. A suspensão ocorreu devido a falhas higiênico-sanitárias graves.
O Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen-SC) emitiu um laudo que confirmou a presença de insetos vivos e de pelo inteiro e fragmentos de pelo de animal não identificado dentro do produto.
Essas ocorrências caracterizam descumprimento das Boas Práticas de Fabricação. A presença de matérias estranhas indica negligência no processo de secagem ou armazenamento do tempero.
O consumo de alimentos com tais contaminantes pode causar intoxicações alimentares e reações alérgicas. A Anvisa alerta que a presença de sujeira visível é um indicador de que o produto pode conter também bactérias e fungos.
A agência orienta que consumidores que tenham em casa a mostarda do lote 316625 ou o alecrim do lote 0108 não consumam os produtos. O estabelecimento onde a compra foi feita deve ser comunicado para realizar o recolhimento.
Denúncias sobre a venda desses itens podem ser feitas à Vigilância Sanitária municipal ou pelo portal da Anvisa. A fiscalização depende da colaboração dos consumidores para rastrear a distribuição dos produtos irregulares.
Ao comprar condimentos, é recomendado verificar se a embalagem está intacta e se as informações de lote e fabricante estão claras. Marcas estabelecidas costumam ter canais de atendimento (SAC) para validar a autenticidade de um produto em caso de dúvida.
Atenção aos alertas da Anvisa é apontada como a melhor forma de evitar a compra de itens que podem causar doenças. A segurança alimentar começa na escolha do produto na gôndola do mercado.
