A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibição imediata de todos os itens da marca Ervas Brasil e do suplemento Glicopill. A medida visa proteger os cidadãos contra produtos irregulares que circulam sem as devidas licenças sanitárias.
A empresa Ervas Brasil Indústria Ltda. operava sem possuir Alvará de Funcionamento ou Licença Sanitária emitida pelos órgãos competentes. Além da falta de registros, a fabricante utilizava ingredientes não autorizados para a produção de suplementos alimentares.
A fiscalização também apontou uma divulgação irregular das mercadorias. A marca associava o uso dos produtos a benefícios terapêuticos sem comprovação científica, o que configura risco à saúde pública e pode ser considerado propaganda enganosa.
A ação não se restringe a novos lançamentos, mas atinge todo o portfólio da marca. A proibição total de fabricação e consumo ocorre após alertas anteriores emitidos em janeiro de 2026.
As resoluções publicadas no Diário Oficial da União, como as de números 29 e 255, determinam a proibição da comercialização, distribuição e divulgação desses itens. A medida vale para lojas físicas e também para plataformas de vendas online.
O monitoramento da agência identificou anúncios ativos em várias plataformas de comércio eletrônico. A presença desses produtos em grandes redes de varejo online pode gerar uma falsa sensação de segurança entre os consumidores.
O caso do Glicopill é considerado crítico pela Anvisa devido à sua origem desconhecida. Sem o rastreio da fabricação, não há garantia sobre a pureza do produto, o que pode resultar em intoxicações ou interações perigosas com outros medicamentos.
A orientação para os consumidores que encontraram esses itens à venda ou que já os possuem em casa é interromper o uso imediatamente. O descarte deve ser feito de forma segura.
Denúncias podem ser realizadas através da Ouvidoria da Vigilância Sanitária local para que a fiscalização atue no ponto de venda. A Anvisa reforça a importância de consultar os registros oficiais de produtos antes de realizar qualquer compra.
A agência alerta que a compra de suplementos sem registro sanitário representa um risco à saúde. A medida de proibição reforça a necessidade de verificar a regularidade dos produtos, independentemente do canal onde são oferecidos.
