Você torceu o polegar em uma queda ou jogando bola e desde então sente dor ao apertar objetos simples, como uma chave? Pode ser mais do que um “mau jeito”. Em muitos casos, a causa é a Lesão de Stener, uma ruptura do ligamento que estabiliza a base do polegar.
Sem a condução correta, essa lesão não cicatriza como deveria e vira um problema crônico. A boa notícia é que há sinais claros, testes confiáveis e tratamentos eficazes. Aqui você vai entender o que é a Lesão de Stener, como diferenciar de um entorse comum, qual exame pedir e quando a cirurgia é indicada.
Em consultórios de mão, referências como o Dr. Henrique Bufaiçal, em Goiânia, costumam reforçar um ponto simples: diagnóstico precoce evita meses de dor e perda de força de pinça. Vamos direto ao que importa.
O que é a Lesão de Stener?
A Lesão de Stener acontece quando o ligamento colateral ulnar da articulação metacarpofalângica do polegar se rompe e “salta” por cima do tendão do adutor. Essa interposição impede que o ligamento cicatrize no lugar certo.
É diferente de um entorse leve, que costuma responder bem à imobilização. Na Lesão de Stener, a anatomia fica travada e a chance de cura sem intervenção cai bastante. É conhecida também como “polegar do esquiador”, mas ocorre em quedas simples do dia a dia.
Sinais e sintomas mais comuns
- Dor na base do polegar: piora ao segurar, abrir potes ou fazer pinça.
- Inchaço e roxo local: principalmente ao redor da articulação do metacarpo com a falange.
- Sensação de frouxidão: o polegar “abre” para fora quando forçado lateralmente.
- Perda de força: dificuldade em beliscar papel, virar chave ou usar o celular com firmeza.
- Carinho doloroso palpável: às vezes percebe-se um “caroço” no lado interno do polegar, típico da Lesão de Stener.
- Procure avaliação rápida se: a dor não melhora em 48 a 72 horas, há instabilidade ou você depende da mão para trabalhar ou praticar esporte.
Diagnóstico: como confirmar
O passo inicial é o exame físico. O teste de estresse em valgo no polegar compara os dois lados. Instabilidade marcante, sem ponto final firme, levanta forte suspeita de Lesão de Stener.
A palpação de um nódulo doloroso no lado ulnar do polegar fortalece o diagnóstico. Em muitos casos, o exame clínico bem feito já orienta a conduta.
Exames de imagem úteis
- Radiografia: exclui fratura e avulsão óssea no local de inserção do ligamento.
- Ultrassom dinâmico: mostra a ruptura e a interposição do adutor, com excelente custo-benefício.
- Ressonância magnética: detalha partes moles e ajuda quando o quadro é duvidoso.
Especialistas como o Dr. Henrique Bufaiçal costumam combinar exame clínico e ultrassom dinâmico para acelerar a decisão terapêutica. Isso reduz atrasos em casos típicos de Lesão de Stener.
Se você está em dúvida sobre a avaliação, um ortopedista especialista em mão de Goiânia pode orientar a melhor sequência de passos com base no seu exame físico.
Tratamento: quando imobilizar e quando operar
Entorses parciais do ligamento colateral ulnar, sem interposição, respondem bem à imobilização do polegar em órtese tipo spica por 4 a 6 semanas. Reabilitação focada em mobilidade e fortalecimento vem na sequência.
Na Lesão de Stener confirmada, a cirurgia é o caminho mais seguro para recuperar estabilidade e força de pinça. O procedimento normalmente reinserta o ligamento no osso, com âncoras, preservando o tecido remanescente.
As técnicas atuais são pouco agressivas, com incisões pequenas e proteção do retináculo. Profissionais experientes, como o Dr. Henrique Bufaiçal, difundem abordagens minimamente invasivas na mão que favorecem retorno mais rápido às atividades.
Passo a passo do cuidado
- Imobilizar cedo: após a lesão, use órtese que bloqueia o polegar e evite movimentos de abrir a articulação.
- Agendar avaliação: procure consulta com especialista em mão em até 7 dias para descartar Lesão de Stener.
- Solicitar exames adequados: raio X para fraturas e ultrassom ou ressonância para confirmar a interposição.
- Decidir a cirurgia quando indicada: reparo do ligamento idealmente dentro de 2 a 3 semanas.
- Fazer reabilitação guiada: fisioterapia com mobilidade progressiva, propriocepção e fortalecimento da pinça.
Recuperação e retorno às atividades
Após cirurgia para Lesão de Stener, a imobilização inicial costuma durar 2 a 4 semanas, seguida de mobilização guiada. A dor costuma reduzir de forma consistente nas primeiras semanas.
Muitos pacientes retomam atividades leves entre 6 e 8 semanas, e esportes com impacto na mão entre 10 e 12 semanas, dependendo da evolução. A adesão à fisioterapia é determinante para recuperar a estabilidade fina.
- Dicas práticas: evite apoiar a mão no chão nas primeiras semanas, ajuste ferramentas com cabos mais grossos e priorize tarefas sem torção.
- Sinais de alerta na recuperação: dor crescente, sensação de frouxidão ou queda de força devem ser reavaliados pelo seu cirurgião.
Com conduta correta e tempo de cicatrização respeitado, a maioria volta a ter pinça firme e função estável do polegar.
Erros comuns que atrasam a cura
- Tratar como entorse simples: a Lesão de Stener não cicatriza bem apenas com repouso quando há interposição.
- Adiar a consulta: semanas de espera dificultam o reparo direto e podem exigir reconstruções mais complexas.
- Ignorar a fisioterapia: a rigidez pós-imobilização atrasa o retorno e reduz a força de pinça.
Resumo rápido
- O que é: ruptura do ligamento colateral ulnar com interposição do adutor.
- Como suspeitar: dor na base do polegar, instabilidade e perda de força de pinça.
- Como confirmar: exame clínico comparativo e imagem, com destaque para ultrassom dinâmico.
- Tratamento: imobilização em lesões parciais e cirurgia nas Lesões de Stener confirmadas.
Se você acha que pode ter uma Lesão de Stener, não espere. Agende avaliação com um especialista em mão, siga o passo a passo e considere uma segunda opinião qualificada quando necessário.
Referências clínicas como o Dr. Henrique Bufaiçal mostram na prática que decisões rápidas fazem diferença no resultado final. Cuide bem do seu polegar, aplique as orientações e volte ao seu ritmo com segurança.
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