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Como escolher o melhor plano de saúde: dicas essenciais antes de contratar

Como escolher o melhor plano de saúde: dicas essenciais antes de contratar

Escolher o melhor plano de saúde é uma decisão que impacta diretamente a qualidade de vida, a segurança financeira e o acesso a cuidados médicos. Em um mercado repleto de opções, com diferentes tipos de contratos, coberturas e custos, tomar a escolha certa pode ser desafiador.

Segundo o advogado especialista em Direito da Saúde, Elton Fernandes, a escolha deve ir além do preço inicial ou da fama da operadora, focando em critérios objetivos como rede credenciada, abrangência geográfica, tipos de cobertura e histórico de reajustes.

Por que a escolha do plano de saúde é tão importante?

A escolha de um plano de saúde não se resume a garantir consultas ou exames, mas sim a encontrar um equilíbrio entre qualidade, acessibilidade e adequação às suas necessidades.

Um erro comum, segundo Elton Fernandes, é basear a decisão apenas no nome da operadora ou no preço inicial, ignorando fatores como a qualidade da rede credenciada ou os reajustes futuros. Para evitar arrependimentos e problemas com o plano de saúde, é crucial avaliar critérios objetivos que diferenciam as melhores opções.

“Os consumidores ainda escolhem plano de saúde olhando para o nome da operadora, mas isso é um equívoco, pois, grosso modo, a cobertura é basicamente a mesma. Mais importante que isso é a análise da reputação do plano de saúde”, ressalta o especialista em Direito da Saúde.

Fatores-chave para escolher o melhor plano de saúde

De acordo com o advogado especialista em planos de saúde, é essencial analisar cinco fatores principais para tomar uma decisão informada:

1. Rede credenciada: qualidade e proximidade

A rede credenciada é o conjunto de hospitais, clínicas, laboratórios e médicos disponíveis para atendimento. Antes de contratar, verifique se o plano oferece acesso a instituições renomadas e profissionais qualificados na sua região. Para necessidades específicas, como tratamento para autismo, é preciso confirmar se o plano inclui terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos.

2. Abrangência geográfica

A abrangência determina onde você pode ser atendido. Planos municipais ou regionais são mais econômicos, mas ideais para quem não viaja frequentemente. Planos nacionais, por outro lado, garantem atendimento em diferentes estados, sendo recomendados para quem viaja muito.

3. Mensalidades e reajustes

O custo inicial pode ser atraente, mas os reajustes anuais e por faixa etária impactam o bolso a longo prazo, por isso devem ser considerandos ao contratar um plano de saúde. Planos individuais ou familiares têm reajustes regulados pela ANS, geralmente menores (6,06% em 2025, por exemplo), enquanto planos coletivos por adesão ou empresariais podem sofrer aumentos de até 20%. Sendo assim, consultar o histórico de reajustes da operadora é essencial para prever a sustentabilidade financeira.

Além disso, planos com coparticipação podem reduzir a mensalidade, mas é preciso avaliar se os custos extras por procedimentos são viáveis, orienta Fernandes.

4. Tipos de cobertura

Os planos variam em segmentações: ambulatorial (consultas e exames), hospitalar (internações e cirurgias), obstetrícia (partos e pré-natal), odontológico (tratamentos dentários) e referência (combinação de todos). Elton Fernandes recomenda escolher a cobertura que atende às necessidades do consumidor. Por exemplo, não há necessidade de aderir a um plano com cobertura para obstetrícia se não há pretensão de ter filhos.

5. Serviços adicionais

Serviços extras, como telemedicina, programas de prevenção, descontos em farmácias e atendimento 24 horas, agregam valor ao plano. O especialista lembra que esses benefícios podem fazer a diferença no custo-benefício, especialmente para quem busca praticidade e economia. Planos que oferecem check-ups anuais ou campanhas de vacinação, por exemplo, ajudam a prevenir problemas de saúde e reduzem custos a longo prazo.

Vantagens dos planos individuais ou familiares

Entre as categorias de planos – individual/familiar, coletivo por adesão e empresarial -, Elton Fernandes destaca que os planos individuais ou familiares são os mais vantajosos para o consumidor. Isto porque essa categoria oferece reajustes menores, regulados pela ANS, e maior segurança, já que o contrato só pode ser cancelado por fraude ou inadimplência superior a 60 dias.

Em contrapartida, planos coletivos por adesão, frequentemente oferecidos por empresas como a Qualicorp, e planos empresariais têm reajustes mais altos e podem ser cancelados pela operadora com maior facilidade, o que pode deixar o consumidor desprotegido.

Apesar dos benefícios, planos individuais e familiares estão cada vez mais escassos no mercado, pois são menos lucrativos para as operadoras. “As operadoras passaram a vender planos de saúde coletivos para famílias, mas esses planos são o que chamamos de falsos planos empresariais. Esses reajustes tendem a ser questionados na Justiça, quer seja pela natureza do contrato, quer seja para que se prove a sinistralidade”, explica o advogado, que é também especialista em reajuste de plano de saúde.

Como avaliar a qualidade da operadora?

A reputação da operadora é um indicativo crucial de qualidade. Elton Fernandes sugere consultar o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) da ANS, que avalia critérios como atendimento, sustentabilidade financeira e satisfação dos beneficiários. Sites como o Reclame Aqui também oferecem insights sobre a experiência de outros consumidores.

Portanto, escolher o melhor plano de saúde em 2025 exige pesquisa e atenção a detalhes. Antes de assinar o contrato, é possível consultar um advogado especialista em planos de saúde para entender todas as particularidades da proposta apresentada. Este profissional pode identificar cláusulas abusivas, orientar sobre reajustes e os direitos do beneficiário.

Dicas práticas para contratar o plano ideal

Para garantir a melhor escolha, siga estas dicas ao contratar um plano de saúde

  1. Compare coberturas: Certifique-se de que o plano inclui serviços essenciais para você, como exames ou internações.
  2. Priorize a rede credenciada: Escolha planos com hospitais e clínicas de qualidade na sua região.
  3. Avalie coparticipação: Planos com coparticipação podem ser mais baratos, mas calcule os custos extras.
  4. Pesquise serviços extras: Telemedicina e descontos em farmácias aumentam o custo-benefício.
  5. Consulte um advogado: Antes de assinar, um advogado especialista em planos de saúde pode analisar o contrato e ajudar a evitar cláusulas abusivas.

Sobre o autor: Marco Jean

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