Chá de hibisco baixa pressão? Veja riscos

Quem trata a pressão alta com remédios precisa de liberação médica antes de incluir o chá de hibisco na rotina. A bebida, feita pela infusão das flores da planta, pode intensificar o efeito dos medicamentos anti-hipertensivos. A orientação é de quem acompanha os estudos sobre o tema.
O chá de hibisco é rico em compostos bioativos e tem propriedades antioxidantes e anti-hipertensivas. Pesquisas feitas com seres humanos, e não apenas em laboratório, indicam que a infusão pode ajudar no controle moderado da pressão arterial. Os efeitos aparecem principalmente em casos leves de hipertensão, quando a pessoa ainda não faz uso de medicamentos para o controle do quadro.
Os estudos, porém, são de pequena escala. Uma pesquisa de 2010 acompanhou 65 participantes. Outra, de 2019, seguiu 46 pacientes. As conclusões são parecidas, mas os especialistas reforçam que são indícios positivos, não garantias de que o chá reduza a pressão por si só. As pesquisas não conseguem controlar totalmente outras variáveis que influenciam a pressão arterial, como dieta e prática de exercícios físicos. Também não há uma dose ideal consolidada para obter os melhores efeitos.
Riscos e contraindicações
Para quem já toma remédio para pressão alta, o risco de interação existe, mesmo que o efeito da bebida seja modesto. A recomendação é suspender o uso do chá caso a pressão esteja baixando demais. Em caso de queda abrupta, o que deve ser interrompido é o chá, nunca a medicação. O remédio só pode ser trocado, ajustado ou suspenso com orientação de um profissional de saúde.
O hibisco deve ser evitado durante a gravidez e a lactação e por pessoas que têm pressão baixa naturalmente. O uso continuado também pode sobrecarregar o fígado e os rins. Mesmo para quem não tem contraindicações, o ideal é consumir a bebida de forma pontual e esporádica.
Também não há evidência científica de que o chá de hibisco ajude no emagrecimento. A bebida não substitui o tratamento convencional da hipertensão e deve ser encarada apenas como um complemento à rotina, sempre com acompanhamento médico.
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