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Caneta emagrecedora: veja resultado da enquete

Por Redação
Caneta emagrecedora: veja resultado da enquete

Quase metade dos leitores que participaram da enquete do mês de VEJA SAÚDE já usou alguma caneta emagrecedora. O número reflete a popularidade da classe de medicamentos no país, embora o termo não seja o preferido dos médicos.

O resultado da pesquisa informal ajuda a dimensionar como essas drogas se espalharam para além das indicações formais. Isso porque cerca de 30% da população brasileira se enquadra nos critérios diagnósticos da obesidade, doença crônica que esses remédios ajudam a tratar.

A popularidade tem duas faces. De um lado, a ciência segue descobrindo novos benefícios da categoria, e novas moléculas prometem perdas de peso ainda mais expressivas. De outro, cresce o uso para perder poucos quilos e a venda de versões irregulares em um mercado paralelo que já supera o oficial.

Esses dois lados foram tema das reportagens de capa da edição de julho de VEJA SAÚDE. Uma matéria abordou a próxima geração das canetas. Outra investigou o perigo das canetas clandestinas vindas do Paraguai.

Leitores apontam questão de patente

Uma leitora comentou no Instagram que faltou uma informação na matéria sobre as picadas irregulares. Ela lembrou que a tirzepatida é protegida por patente da Eli Lilly. Segundo ela, a ausência de outras versões aprovadas no país não envolve apenas questões de qualidade ou exigências da Anvisa, mas também a proteção intelectual da molécula e as regras de propriedade industrial.

A redação agradeceu o toque e reforçou o recado: versões de insumos protegidos por patente não podem ser comercializadas no Brasil.

Outra leitora comentou sobre a matéria O Vício da Vez, que tratou da ludopatia. Ela classificou o transtorno como doença grave que destrói famílias, compromete a saúde mental e já esteve relacionada a mortes.

O que repercutiu no Instagram

Três posts movimentaram o perfil de VEJA SAÚDE em julho. Um deles foi o vídeo da engenheira química Camille Elis Ritzmann Stratmann sobre estudo publicado no periódico The Lancet. A pesquisa avaliou mais de 20 substâncias nocivas e concluiu que o álcool é a que mais gera prejuízos à sociedade.

Outro post de destaque foi um carrossel sobre as raízes genéticas da endometriose. O conteúdo apresentou os resultados de uma pesquisa que investiga alterações do DNA ligadas à doença ginecológica. Seguidoras pediram mais materiais sobre o assunto.

O terceiro post foi sobre o caso da atriz Sandra Silva, que compartilhou o momento em que teve o tímpano perfurado durante um voo. O otorrinolaringologista Rafael Carvalho explicou por que o incidente acontece e como evitar traumas como esse.

Esclarecimento sobre dieta anti-inflamatória

Na postagem sobre endometriose, a redação recomendou a adoção de uma dieta anti-inflamatória. O termo foi criticado nas redes, com razão, porque não existem alimentos que, sozinhos, atuem como anti-inflamatórios. A expressão também é usada em correntes de desinformação.

No contexto da publicação, a orientação significava uma alimentação com menos ultraprocessados, carne vermelha, açúcar e bebidas alcoólicas. A recomendação considera que pessoas com endometriose tendem a ter alterações intestinais.

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