Slow jogging: benefícios da corrida leve japonesa

Quem busca uma atividade física leve e sem o desgaste da corrida tradicional pode encontrar no slow jogging uma alternativa. A técnica, criada no Japão, consiste em um trote em ritmo confortável, que não deixa o praticante ofegante. O método foi desenvolvido pelo professor Hiroaki Tanaka, da Universidade de Fukuoka, e se popularizou nos parques das grandes cidades japonesas.
Como funciona a prática
O objetivo é encontrar a chamada velocidade “niko niko”, expressão japonesa que significa “sorriso”. Nesse ritmo, que costuma ficar entre 3 e 5 km/h, a pessoa consegue conversar durante o exercício sem perder o fôlego. A postura deve ser ereta, com passos curtos e rápidos. A aterrissagem do pé deve ocorrer com o mediopé, na região central da parte anterior da sola, evitando apoiar primeiro o calcanhar.
A principal diferença para a caminhada está no gasto energético. Correr nesse ritmo consome cerca do dobro de energia de uma caminhada na mesma velocidade. A prática exige mais dos grandes grupos musculares, como quadríceps, glúteos e abdominais, que são menos ativados em caminhadas em terrenos planos.
Benefícios para a saúde
O slow jogging ajuda na redução do estresse da rotina, já que não impõe cobrança por desempenho. A prática regular também contribui para a saúde cardiovascular, com melhora da pressão arterial e dos níveis de colesterol HDL, o que reduz fatores de risco para doenças do coração.
O método auxilia ainda na prevenção da atrofia muscular relacionada à idade. A prática proporciona ganho na capacidade aeróbica, com aumento do VO₂ máximo e melhora da função mitocondrial, tornando mais eficiente a entrega de oxigênio aos músculos e aumentando a resistência à fadiga. Para quem quer começar, a recomendação é iniciar de forma progressiva, respeitando o ritmo do corpo e priorizando o conforto durante o exercício.
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