Lito Sousa tem doença cerebral rara: entenda o mal de Creutzfeldt-Jakob

O influenciador Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Músicas, foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). O anúncio foi feito pela esposa dele em um vídeo publicado na última sexta-feira (21). O quadro é neurodegenerativo, progressivo e sempre fatal.
Lito chegou ao diagnóstico após investigar uma dormência no braço. Em julho, ele já havia recebido a notícia de um câncer de próstata. O sintoma no braço foi tratado primeiro como inflamação no sistema nervoso central, mas exames complementares confirmaram o Creutzfeldt-Jakob.
A doença ficou conhecida nos anos 1990 pela versão bovina, apelidada de vaca louca. Apesar da fama, a maioria dos casos em humanos não tem relação com o consumo de carne contaminada. Estima-se que 85% dos casos sejam esporádicos, sem explicação clara. Quase 15% têm origem genética, e menos de 1% estão ligados a contato com tecidos contaminados em procedimentos médicos.
O que é a doença
O Ministério da Saúde define a DCJ como uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. Os sintomas mais comuns são perda de movimentos e de capacidades cognitivas. Alguns pacientes podem começar com sinais típicos de demência.
O problema é causado por príons, partículas proteicas infecciosas que não têm material genético. Em situações raras, essas proteínas se dobram de forma anormal e se acumulam no cérebro, prejudicando as funções do órgão.
Não existe exame específico para confirmar a doença em vida, sem ser a biópsia cerebral. O diagnóstico é feito pela análise de sintomas e de exames como eletroencefalograma e ressonância magnética. Por isso, pacientes como Lito Sousa são tratados como casos prováveis. A confirmação definitiva só ocorre após a morte, com a análise do tecido cerebral.
Tratamento e letalidade
A doença não tem cura. O tratamento busca aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. A letalidade chega perto de 90% em até um ano do início dos sintomas.
No Brasil, a versão bovina da doença, chamada de variante Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), nunca teve um caso identificado desde o início da vigilância epidemiológica, em 2005. No mundo, há menos de 250 casos documentados da vDCJ nos últimos 30 anos, a maioria no Reino Unido.
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