Caneta emagrecedora: resultado da enquete de VEJA SAÚDE

Quase metade dos participantes da enquete do mês de VEJA SAÚDE já usou alguma caneta emagrecedora. O termo não agrada aos médicos, mas virou sinônimo da classe de remédios que mudou o tratamento da obesidade. A pesquisa informal considerou que cerca de 30% da população brasileira se enquadra nos critérios diagnósticos da doença crônica, o que dá uma ideia de como essas drogas se popularizaram para além das indicações formais.
Popularidade e riscos
Por um lado, a ciência segue descobrindo outros benefícios da categoria e novas moléculas prometem perdas de peso ainda mais expressivas. Por outro, cresce o uso para perder poucos quilos e a venda de versões irregulares em um mercado paralelo que já é maior que o oficial. Esses dois lados foram abordados nas reportagens de capa da edição de julho de VEJA SAÚDE, incluindo a matéria sobre a próxima geração das canetas e a investigação sobre o perigo das canetas clandestinas vindas do Paraguai.
Leitores comentam
Uma leitora, Mariana Gondi, comentou no Instagram sobre a matéria A Máquina das Picadas Irregulares (ed. 529). Ela apontou a falta de informação sobre a patente da tirzepatida, molécula protegida por patente da Eli Lilly. Segundo ela, a ausência de outras tirzepatidas aprovadas no país não envolve apenas questões de qualidade ou exigências da Anvisa, mas também a proteção intelectual da molécula e as regras de propriedade industrial. A redação agradeceu o toque e reforçou que versões de insumos protegidos por patente não podem ser comercializadas no Brasil.
Outra leitora, Rejane Brito, comentou sobre a matéria O Vício da Vez (ed. 529). Ela afirmou que a ludopatia não é brincadeira, mas uma doença grave que destrói famílias, compromete a saúde mental e já esteve relacionada a casos de pessoas que perderam a própria vida.
Destaques do Instagram
O vídeo da engenheira química Camille Elis Ritzmann Stratmann repercutiu um estudo publicado no periódico The Lancet. A pesquisa avaliou mais de 20 substâncias nocivas e concluiu que o álcool é a que mais gera prejuízos para a sociedade. O post foi um dos mais curtidos do Instagram de VEJA SAÚDE em julho.
Outro destaque foi o carrossel sobre as raízes genéticas da endometriose. A publicação trouxe os resultados de uma pesquisa que investiga alterações do DNA ligadas à doença ginecológica. As seguidoras engajaram e pediram mais conteúdos sobre o assunto.
Também repercutiu o caso da atriz Sandra Silva, que compartilhou em suas redes o momento em que seu tímpano sofreu um trauma durante um voo. O otorrinolaringologista Rafael Carvalho explicou por que isso acontece e como evitar incidentes dolorosos como esse.
Esclarecimento sobre dieta
Na postagem sobre a endometriose, VEJA SAÚDE recomendou às mulheres que sofrem com a doença que adotem uma dieta anti-inflamatória. O uso do termo foi criticado nas redes, pois não existem alimentos capazes de, sozinhos, agirem como anti-inflamatórios e o termo é deturpado em correntes de desinformação. No contexto da fala, a dieta anti-inflamatória consiste em uma alimentação com menos alimentos ultraprocessados, carne vermelha, açúcar e bebidas alcoólicas, considerando que pessoas com endometriose têm tendências a alterações intestinais.
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